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19/07/2019

Saúde Ocular

RETINOPATIA DIABÉTICA

O percentual de brasileiros com diabetes cresceu 61,8% entre 2006 e 2016, passando de 5,5% para 8,9%. Tal fato é alarmante, uma vez que diabetes pode levar a inúmeros problemas à saúde da população, dentre estes, alterações oftalmológicas.

A concentração elevada de glicose no sangue predispõe a inchaço dos tecidos, má perfusão sanguínea e aumento do risco de infecções. Desta maneira, algumas das alterações mais comuns que podemos encontrar nos olhos, decorrentes do controle inadequado do diabetes, são:

Alterações corneanas, com redução de sensibilidade e com úlceras recorrentes;
Alterações neurológicas, com alteração de nervo óptico e de demais nervos cranianos envolvidos na sensibilidade e motilidade oculares;
Alterações do cristalino, com mudança de seu poder óptico conforme varia a glicemia ao longo do dia, ou até mesmo o desenvolvimento de catarata;
Alterações na íris, reduzindo a capacidade de ajuste pupilar quando nos expomos a ambientes mais ou menos iluminados;


Alterações retinianas, com inchaço da retina, sangramentos retinianos ou até mesmo descolamento de retina em casos mais avançados.

O controle glicêmico através de dieta, de exercício físico e de medicações deve ser intensivo e muito bem ajustado pelo médico clínico ou endocrinologista, uma vez que a retinopatia diabética mal controlada é causa importante de perda de visão irreversível. Por esse risco, é essencial a realização de exame anual de fundo de olho para avaliar o controle do diabetes em fases iniciais, sendo que esse intervalo de repetição pode ser reduzido quando o acometimento retiniano se torna mais avançado.

Quando a retinopatia diabética avança, existem algumas opções de tratamento que podem ser utilizadas:

A fotocoagulação retiniana a laser, que é muito importante porque pode minimizar os prejuízos gerados por áreas doentes da retina ou até mesmo impedir o vazamento de líquido por microaneurismas retinianos.

A injeção de medicação dentro do olho pode se fazer necessária quando surge o inchaço de retina na região responsável pela visão central, a mácula. Essa medicação possibilita que o líquido que gera o inchaço retiniano seja reabsorvido.

A cirurgia chamada de vitrectomia posterior pode ser necessária em casos extremos, com acometimento retiniano mais grave, em que ocorra descolamento de retina ou o sangramento vítreo.

Como podemos ver, as implicações de um diabetes mal controlado podem ser muito graves. Por estes motivos, a boa aderência ao tratamento e uma atenção multidisciplinar se fazem necessários. O acompanhamento regular com oftalmologista é essencial para prevenção e tratamento de lesões oculares que não produzem sintomas em fases iniciais. Consulte seu médico oftalmologista para obter a melhor assistência possível.